quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Soneto de Fidelidade

Vinícius de Moraes
No "pensador.info"

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"

A doença da mulher moderna

Endometriose já atinge 15% de pacientes em idade fértil, interfere na qualidade de vida e leva á infertilidade.

Em "Mulher Saúde"
José Alexandre Portinho, ginecologista
Diretor da Clínica de Medicina Endoscópica – CME


Dores crônicas na região pélvica, menstruais e durante a relação sexual podem ser sinais de uma alteração que afeta, de forma silenciosa, de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, principalmente a partir dos 30 anos: a endometriose, também classificada por alguns especialistas como a doença da mulher moderna, e que interfere na qualidade de vida e leva à infertilidade.

Embora a maioria das mulheres nunca tenha ouvido falar em endometriose, muitas sofrem da doença, sem saber. Para elas, as dores fazem parte do ciclo menstrual. Só descobrem quando tentam engravidar e não conseguem. O termo significa a presença de células do endométrio (tecido que reveste internamente o útero e é eliminado na menstruação) em outros órgãos, como ovários, trompas, bexiga ou até em outros mais distantes. Medicamentos hormonais e a técnica de laparoscopia têm tornado o tratamento mais eficaz.

Laparoscopia queima os focos de lesões – Os médicos ainda desconhecem a causa da endometriose. Uma teoria diz que o motivo é a menstruação retrógrada, ou seja, o sangue com endométrio reflui para as trompas, em vez de ser eliminado. E essas células terminam aderindo e crescendo em outras parte do corpo.

Esses implantes também se tornam mais espessos, devido à ação dos hormônios femininos no ciclo menstrual, causando sangramento e inflamação. Para alguns especialistas, a endometriose está associada a uma deficiência no sistema imunológico. “Cerca de 90% das mulheres têm menstruação retrógrada sem sofrer endometriose”, diz o ginecologista José Alexandre Portinho, diretor da Clínica de Medicina Endoscópica, doutorado e mestrado em ginecologia pela UFRJ.

Segundo Portinho, provavelmente nas mulheres sem a doença, o sistema imunológico elimina as células do endométrio. O diagnóstico é confirmado na biópsia realizada com o auxílio da laparoscopia, técnica também aplicada no tratamento das lesões. “Indicamos a laparoscopia para cauterizar os focos de endométrio. E pode ser receitado por determinado período, medicamentos que interrompam a menstruação e a ação do hormônio estrogênio”, diz.

O especialista acrescenta que alguns médicos classificam a endometriose, também como a doença da executiva: “geralmente são pacientes que optaram por engravidar mais tarde, sem sucesso. O tratamento dependerá do grau da doença. A cauterização dos focos com a laparoscopia são eficazes”, explica o especialista.

Mesmo nos casos graves, José Alexandre Portinho afirma que é possível controlar a doença e depois iniciar o tratamento para engravidar. “A endometriose tende a voltar, mas é de evolução lenta e podemos retardar ainda essa velocidade de crescimento”, diz o médico.

Uma nova técnica vem sendo utilizado com muito sucesso, a minilaparoscopia (com uma lente cinco vezes menor que o equipamento convencional) para eliminar a endometriose. “Para situações mais graves, os médicos têm a opção de induzir a menopausa temporária com medicamentos. O tratamento demora de quatro a seis meses”, esclarece o especialista.

Como ocorre a alteração no útero


- A doença – A endometriose é a presença de endométrio (a camada interna do útero que é eliminada na menstruação) em outros órgãos, como ovários, as trompas de Falópio e os ligamentos que sustentam o útero. Também pode atingir o intestino, a bexiga, a vagina e até órgãos mais distantes. Estima-se que 15% das mulheres em idade reprodutiva sofrem de endometriose e cerca de 25% delas não sentem nada. Só descobrem a doença na consulta ao ginecologista.

- Sintomas – Dores pélvicas crônicas e durante a relação sexual, além de alterações urinárias e intestinais no período de menstruação. Uma das conseqüências da doença é a dificuldade para engravidar.

- Diagnóstico – É baseado na história clínica e no exame ginecológico. A endometriose é confirmada por biópsia com laparoscopia, ultra-sonografia e ressonância magnética.

- Tratamento – O médico leva em conta a idade da paciente, o número de partos, a história familiar e a gravidade da doença. O tratamento inclui medicamentos hormonais e cirurgias ou associação desses tratamentos. Analgésicos e antiinflamatórios servem apenas para diminuir o desconforto da paciente.

Curiosidades sobre a participação feminina na sociedade brasileira.

Vamos falar um pouco agora sobre as mulheres, mostrar como foi a longa jornada de conquista pela participação na sociedade brasileira, veja abaixo algumas conquistas realizadas no decorrer do tempo.

No "Blog do Dito"
Do "Yahoo Notícias"


As mulheres brasileiras obtiveram direito ao voto em 1932, quando a novo Código Eleitoral, sancionado por Getúlio Vargas, dava às mulheres o direito de votarem e serem votadas

Em 1933, um ano depois do sufrágio feminino no Brasil, foram eleitas 8 deputadas em todo País.

Em 1937 Bertha Lutz apresenta o primeiro projeto de lei do Estatuto da Mulher do País.

Em 1980 é criado em São Paulo o primeiro grupo de combate à violência contra mulher, o “SOS Mulher”.

Em 1984 é criado o primeiro Conselho Nacional de Defesa da Mulher

Em 1986 é criada a primeira Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência (DEAM), em São Paulo.

Em 1994 é criada primeira lei de cotas, que estabelece 20% de candidatas mulheres nas listas partidárias para as eleições de 1996 (Lei 9.100/95)

Em 1997, nova lei eleitoral estabelece 30% de candidatas mulheres nas listas partidárias para as eleições de 2000.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Máscara para recuperar os cabelos

Em "Saúde e Beleza"

A função das máscaras capilares sempre foi a de recuperar os cabelos danificados e ressecados. Agora, existem diversos produtos no mercado com finalidades específicas. As máscaras hidratam, amaciam, proporcionam brilho e protegem os fios.

Para cada tipo de cabelo, uma máscara específica. Abaixo, algumas dicas e a ação de cada uma delas no cabelo:

Cabelos normais: apresentam grau equilibrado de hidratação e oleosidade. Produtos derivados de silicone e lanolina, proteínas, ceramidas, papaia, pantenol e algas aumentam a maleabilidade do cabelo e ajudam a protegê-lo contra o sol, o mar, o vento e a poluição.

Cabelos oleosos: as glândulas sebáceas do couro cabeludo produzem gordura em excesso, deixando a raiz oleosa. Nos cabelos longos, entretanto, as pontas podem ficar ressecadas. Produtos com extrato de frutas (morango e papaia), hamamélis, algas, argila, derivados de silicone, calêndula e camomila removem a oleosidade excessiva e hidratam o fio.

Cabelos ressecados: fatores externos, como água do mar, sol, piscina e poluição removem a hidratação natural dos fios, deixando-os desidratados, opacos, sem volume, quebradiços e com pontas duplas. Produtos derivados de silicone, colágeno e de elastina, proteínas, óleos e extratos vegetais, ceramidas, vitamina E e pantenol repõem nutrientes e ajudam a unir as pontas duplas.

Cabelos danificados: processos químicos (tintura, alisamento e permanente) abrem as escamas que compõem a camada externa do fio, deixando-o desprotegido. Ocorre perda de água e proteínas, os cabelos ficam opacos e finos e com pontas duplas. Máscaras com óleos vegetais, proteínas, pantenol, ceramidas, vitamina E, esqualano, uréia e derivados de silicone e lanolina amenizam o aspecto quebradiço dos cabelos.

Cabelos crespos: normalmente ressecado e quebradiço, pois a gordura liberada pelas glândulas sebáceas no couro cabeludo não consegue se espalhar de forma uniforme até as pontas. Com isso, não se forma a capa que protege o fio e impede a perda de água. Óleos vegetais, derivados de silicone e de lanolina, vitamina E e proteínas repõem nutrientes, fecham as escamas e evitam a perda de água.

Cabelo afro: é naturalmente muito ressecado. Por causa dos cachos, a gordura do couro cabeludo não se distribui adequadamente ao longo de todo o fio. Além disso, esse tipo de cabelo é submetido a processos químicos frequentes, como relaxamento e alisamento, que removem a hidratação natural e quebram o fio.

Como diminuir o frizz dos cabelos?

No "Beleza e Saúde"


Esse é mais um dos assuntos que incomodam as mulheres, o chamado “frizz” ou fios arrepiados. O frizz são aqueles cabelinhos arrepiados e grossos que ficam no meio e em cima da cabeça. Este arrepiado dos fios ocorre pelo simples fato da cutícula dos fios estarem abertas, sendo que isso resulta na aparência de cada mecha com arrepiado e sem aderência. Além disso, a ausência de comprimento e nutrientes auxilia para o aspecto “frizzado”.

Geralmente quando o cabelo está com muito frizz, é sinal de que o cabelo está desidratado. Para esses casos o problema tem solução — e a melhor delas é unânimidade entre os cabeleireiros: uma boa hidratação e cauterização.

Mas se a hidratação não resolve, ou se aqueles fios arrepiados são característicos da pessoa, outra solução interessante é a escova progressiva.
Fatores que contribuem para aparecer o frizz

* Clima: quando a umidade do ar aumenta os cabelos se tornam ainda mais elétricos e arrepiados.
* Chapinha:
o calor da chapinha desgasta a cutícula, deixando as madeixas ressecadas e desidratadas, propiciando o aparecimento do frizz.
* Química: em contato com a química, a cutícula capilar abre, surgindo o arrepiado. Se não for devidamente tratado, com o tempo, o cabelo perde queratina e quebra com facilidade, piorando a aparência e a quantidade dos fios rebeldes.
* Falta de cuidado com o cabelo: escovar de qualquer jeito, usar produtos de baixa qualidade e falta de hidratação podem enfraquecer e quebrar os fios.
Dicas para evitar o Frizz
* Faça hidratação semanalmente.
* Cauterização (para fechar as escamas) a cada 3 meses
* Escova progressiva em casos extremos.
* Prefira pente de madeira.
* Evite esfregar os cabelos na hora de secar com a toalha.
* Use condicionador na hora da lavagem para fechar a cutícula.
* Use pomadas, reparador de pontas, silicone e leave-in anti-frizz.

domingo, 1 de agosto de 2010

Sexo: afinal, o que é 'normal'?

Estabelecer padrões de normalidade quando se fala de sexo é sempre complicado até porque o que é normal para uns não é para outros. Para não se sentir uma ave rara, baseamo-nos em estatísticas e em estudos realizados por especialistas. Veja o resultado. Perder a virgindade antes dos 18 anos.

Em "O Mundo da Mulher Moderna"


Perder a virgindade antes dos 18 anos

O mesmo estudo concluiu que, por cá, a idade média de perder a virgindade ronda os 16 anos e nove meses, quatro meses mais cedo que a média internacional e exatamente a mesma idade dos norte-americanos e búlgaros. Preocupante é o fato dos jovens portugueses afirmarem só terem tido alguma educação sexual a partir dos 14 anos e de um terço dos participantes no estudo confessar já ter praticado sexo desprotegido.

Usar brinquedos sexuais

Não pretendem substituir o sexo com o parceiro nem a ligação emocional entre os amantes. Bem pelo contrário. Servem para tornar o sexo divertido, diferente, ousado e para "intensificar o prazer", como diz Lou Paget no livro ‘Prazer Total'. A indústria cresceu 1000% nos EUA desde o início da década de 90, porque há uma pressão cada vez maior para a manutenção das relações duradouras, e esta faz-se com o recurso à imaginação. Claro que pode ser estranho inclui-los repentinamente na relação. Um primeiro contato pode fazer-se com uma visita às sex shops e consulta dos catálogos disponíveis em alguns sites da Internet. Convém saber, primeiro, para que servem e como se usam. Vibradores, dildos, anéis para o pénis (para intensificar a erecção), lubrificantes para facilitar a penetração, acessórios que estimulam o clítoris durante a penetração vaginal, são só algumas sugestões. Tenha o cuidado de os manter limpos, não os emprestar e de usar lubrificantes à base de água para os que são feitos de látex.

Masturbar-se, mesmo com vida sexual ativa

"A maior parte das mulheres só consegue chegar ao clímax, com regularidade, por meio da estimulação do clítoris (quer manual, quer oralmente)", escreve Lou. Também por isso, muitas só chegam ao clímax quando estão sozinhas. "Há uma percentagem, 70%, que confessa masturbar-se", refere ainda a autora. Não há nisso nada de anormal ou pecaminoso. Até porque, se não conhecermos a mecânica do nosso prazer, como ensinarmos ao companheiro o que nos faz sentir melhor? A masturbação não tem de ser um ato solitário, pode fazer-se a dois.

Não ter um longo currículo de parceiros

O estudo da Durex situa os portugueses no meio da tabela no que diz respeito ao número de parceiros sexuais ao longo da vida: a média é de 7. Já os australianos e os turcos gabam-se do dobro. Apesar de todos os amantes nos ensinarem qualquer coisa (nem que seja pela negativa...), a quantidade não faz o currículo de um bom amante.

"Como é diferente o amor em Portugal!..."

O estudo da Durex revelou alguns dos hábitos sexuais dos portugueses... e dos seus pecadilhos.

- 24% admite já ter sido infiel (mais 2% que a média internacional)

- Quase 50% diz que não precisa de acessórios sexuais mas 10% admitem usar vibradores

- O sexo anal é a experiência sexual preferida (44%), logo seguida do one night stand (sexo de apenas uma noite).

- Só 20% recorrem à pornografia - a média internacional é de 41%.

- Fora do quarto, os locais preferidos (por ordem decrescente) são o carro, casas de banho, praia e... o quarto dos pais (credo!).